quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Álvaro / Álvares / Alves: Quem somos?


A procura do Álvaro, que gerou o nosso Álvares/Alves

Em 2012, estive duas vezes em Portugal. Na primeira passei uns dias no Porto. Mas não consegui contatar alguém da família, ir a Paços de Ferreira era complicado, não tinha linha de trem até lá. Voltei frustrada, pensando em um retorno mais longo.
Fins de junho, voltei e desta vez por 3 meses. É interessante a sensação de sermos uma família, antepassados em comum, memórias a compartilhar. Lá estando fui inspirada pelo primo do meu pai, que conheci no Brasil, o Cônego Dr. Ângelo Alves, que foi ao Arquivo Distrital do Porto, e me deu a certidão de nascimento do meu avô Belmiro Alves e um presente inesperado o batismo do meu bisavô Anselmo Ferreira Coelho, pai da minha avó paterna, do qual só sabia o nome e ser português.
Ao voltar, iniciei a fazer a genealogia da nossa família. Precisava dar um nome ao projeto, e não sabia bem como chamar. Optei pelo óbvio, “Família Alves de Paços de Ferreira”. Somente recentemente, me dei conta que usamos este sobrenome desde meados do séc. XVII, até onde consegui documentar.
Este sobrenome é chamado de patronímico, que significa que se origina do nome do pai ou de um descendente masculino. O uso do patronímico foi um procedimento muito comum em todas as comunidades humanas para distinguir um indivíduo dentro de seu grupo, no qual havia inúmeras pessoas com o mesmo prenome ("nome de batismo" ou "nome próprio"). Assim, "José o filho de João" ou "Antonio o filho de André". Por economia de palavras, passou-se a usar "José de João" e "Antonio de André" e, muitas vezes, suprimiu-se também a preposição "de". Desta forma se explicam os inúmeros sobrenomes  cuja origem imediata e evidente é um prenome, como "Anes" ou "Eanes" (filho de João), "Fernandes" (filho de Fernão/Fernando), "Dias" (filho de Diego/Diogo), "Rodrigues" (filho de Rui/Rodrigo), "Gonçalves" (filho de Gonçalo), “Alves/Álvares” (filho de Álvaro) etc.
Então comecei minha busca pelo nosso “Álvaro”. O último Álvares documentado, teria nascido no local chamado “Bande” que se localiza em Carvalhosa, Concelho de Paços de Ferreira. Sabemos o nome António Álvares, pai solteiro, no assento de batismo do filho Manoel. Procurei o significado de Bande, o mais provável foi encontrado no site: https://hridiomas.com.br/origem-da-palavra-banda/ - Banda de origem controversa, podendo ter vindo do provençal bande, e este do gótico bandwa, estandarte, também origem de bando, adaptado do latim bandum, senha, porque os exércitos godos se reconheciam mediante senha.


“Em os trinta e hum dias do mes de maio de seis sentos e noventa e coatro annos baptisei e puz os sanctos oleos a Manoel, fo de Ant° alvares estudante e de Mª solteirª do lugar de Carral fª de MªAnna forão padrinhos Antº fº de Anna Ferreira vª de Rainoza e por verdade fiz este termo. Era supra o Pe Francisco Ferreira”

O António Álvares, por enquanto, fica como o mais antigo. Os livros de Carvalhosa começam em 1616, não encontrei nenhum Álvaro e poucos Álvares, possível estarem em outra freguesia.

Segue a ordem cronológica desde o António Álvares:

António Álvares – n. cerca de 1674, pouco mais pouco menos. No assento do batismo do filho Manuel, diz ser “estudante” ou algo parecido.  Bande, Carvalhosa-Paços de Ferreira

Manuel Álvares – n. 31/05/1694, Bande, Carvalhosa. Os pais não casaram até então e ele também não casa, é pai solteiro, filhos com Maria Ferreira.

António Ferreira Álvares – n. cerca de 1725 Monte Córdoba, Santo Tirso c.c Joana Machado

José Álvares Machado – n. 29/03/1762 Eiriz, Paços de Ferreira c.c Maria Nunes Pacheco ela era de Raibosa, Carvalhosa.

José Álvares Nunes – n. 28/09/1807 em Seixal, Carvalhosa c.c Maria Nunes

Bernardino Álvares – n. 20/11/1841 em Funtão, Carvalhosa c.c Maria Ferreira Neto

António Alves – n. 30/05/1871 em Peias, Carvalhosa, c.c Lia Dias de Paços de Ferreira

Esta foto é de António Alves, meu bisavô, e até onde tenho conhecimento, não temos foto de ninguém mais antigo. Caso alguém tenha fotos antigas me envie. Teve 10 filhos, já tratados em outro artigo do blog. O meu avô, Belmiro Alves, já tem trinetos e ainda usamos o sobrenome Alves. Contando com meus sobrinhos netos, "Importante, usando o sobrenome Alves". Temos 12 gerações de “Alves”. Pelos batismos podemos dizer que, “somos os Alves de Carvalhosa”.
A pesquisa ainda não foi concluída, breve terei mais informações.







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