quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Quinta do Moinho Velho

 Genealogia, saber do nosso passado pelos nossos antepassados. Vi que "documentado" até cerca de 1640 usamos de pai para filho o sobrenome Álvares, é o que me encanta. Apurei que o mais antigo que conheço e tentando encontrar os pais etc, na habilitação do filho ele dá o seguinte endereço, "Quinta do Moinho Velho - Carvalhosa.

Sei por experiência que muitos locais nos tempos atuais passam a nome de rua, e lá estava a rua de Quinta do Moinho Velho. Combinei com uma prima, Graça Pt sendo eu a Graça Br, para ir lá fotografar a Quinta, fotos no final. Tudo certo só não sabia que atualmente pertence a família do marido de uma outra prima, gerando mais uma pesquisa, quem foram os donos posteriores ou se chegou por algum casamento.


"Diz António Alz. de Souza filho legitimo do Capitão Manoel Alz. de Souza, e de sua mulher Francisca Fernandes moradores na sua quinta do Moinho Velho freguesia se Santiago de Carvalhosa deste Arcebispado que elle com o favor de deus, e de Vossa ...... sert promovido a ordens menores, para o que quer justificar eh irmão inteiro do Pe. Manoel Alz de Souza filho dos Pays do ....."

Fotos da Quinta do Moinho Velho














Agradeço a ajuda da prima Graça Alves. 

Por Graça Alves do Brasil



segunda-feira, 4 de julho de 2016

Padre e avô...Hieronimo Álvares

Século XVII e XVIII, é deste período nossos antepassados Padres. Auge dos descobrimentos portugueses, falta de população masculina e fatores naturais entre homem e mulher.
Tenho refinado nossos antepassados e chegando aos primeiros assentos das igrejas e com isso os conhecendo melhor.
Pe. Hieronimo Álvares, nasceu em Laje, Vila Verde, Braga. O livro é confuso então ainda não consegui o seu assento de batismo. Pela ordenação do seu neto (que será tratada em outro artigo), era filho de Domingos Fernandes e Gracia Gonçalves, neto paterno de Domingos Fernandes e Maria Gonçalves de Vila Verde, Braga e neto materno de Salvador Gonçalves e Margarida Gonçalves estes de Santa Eulalia da Loureira de Vila Chã.
Quando de sua passagem por Vila Nova de Famalicão, teve um filho com Maria Dias ao qual deu o nome de António Álvares Pereira. Ainda não tenho conhecimento suficiente dos seus antepassados ou dos da mãe do seu filho para entender o uso do sobrenome Álvares.
Por volta do mês de fevereiro de 1685 torna-se pároco da Igreja de Santiago de Carvalhosa e por lá fica, como pároco, até 1708, ainda não sei quando e onde morreu. Ele celebra o casamento do próprio filho.

Igreja de Carvalhosa
Pouco sei sobre ele, de importante é que o filho também foi para Carvalhosa, não sei se a Maria Dias foi também. Lá se estabeleceu, casou o filho e fez de um neto padre também. Espero em um futuro próximo encontrar mais informações.


Primeiro batismo.


Primeiro casamento.


Primeiro óbito.
Acima, primeiras cerimônias oficiadas por ele em Carvalhosa, não tinha boa letra, sem saber que era um "avô", já tinha reclamado da sua escrita.
Para finalizar, segue uma página da Diligência de Habilitação do nosso 9º avô, para quem é bisneto de Antonio Alves e Lia Dias. Pelo lado da Lia Dias.




 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Antepassados de Lia Dias

Agora a vez da nossa bisavó Lia Dias.

Pai, Mãe e avós de António Alves


No gráfico segue o Antonio Alves e mais duas gerações de antepassados. E os dados que consegui.

Filhos de Antonio Alves e Lia Dias

Vou iniciar a publicação de parte dos nossos antepassados. Nesta postagem os filhos de Antonio Alves e Lia Dias. Só de um dos filhos dele não tenho foto e dos 2 maridos da Tia Gravinda, espero conseguir em breve. Tenho tentado sem sucesso alguma foto da geração anterior mais sem sucesso.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Paços de Ferreira pelo Cónego Dr. Ângelo Alves

A IGREJA E A PARÓQUIA DE SANTA EULÁLIA DE PAÇOS DE FERREIRA ATRAVÉS DA HISTÓRIA
1. A referência documental mais antiga à igreja de Santa Eulá­lia de Paços remonta à segunda metade do século décimo (959). Encontra-se no Livro de Mumadona, Condessa de Guimarães.

É de presumir, no entanto, que existisse muito antes desta data. Eis os indícios.

Por um lado, a região onde se encontra, de povoamento pré­-histórico (Citânia de Sanfins), foi intensamente romanizada, como ates­tam os numerosos achados arqueológicos (os castros e os castelos), mas sobretudo a toponímia (existem, em muitas freguesias, os luga­res de Vila, Vilar, Vila Nova, Fundo de Vila, Cimo de Vila, Agro e Agras, Quintã, Quintãs, Quintela, Paço).

Na área da freguesia de Paços foram encontrados vestígios roma­nos, no lugar das Quintãs, junto da nova estrada que sobe para Modelos, a meio da encosta. Aí se descobriram os alicerces de uma ampla construção rectangular e restos abundantes de tégulas. Além disso, ao ser construída a Casa do Rego (novo), foram achadas várias ânforas de sepultura, em bom estado de conservação, atribuídas ao século IV. E ainda hoje alguns campos vizinhos são chamados dos Castelos e os Cemitérios.


A Casa da Torre (palacete com a data de 1733) não tiraria o nome daquela construção rectangular?

Assinale-se ainda o lugar de Vilar, a caminho de Sobrão e a vizinhança da ponte medieval

de Arreigada sobre o rio Ferreira.

Por outro lado, toda a província de Entre Douro e Minho e, mais amplamente, toda Galécia foi cristianizada a partir do século IV.

Com efeito, a criação da diocese de Braga remonta, com muita probabilidade, aos meatos do século 11I, embora o primeiro Bispo his­toricamente comprovado, fosse Paterno, dos fins do século IV. E a área da sua jurisdição estendia-se, para sul, até ao Douro.

No Concilio de Lugo, atribuido ao ano de 569, desmembraram-se de Braga as dioceses de Tui e do Porto. Esta teve a sua primeira sede em Magneto, que segundo a tradição, se identifica com Mei­nedo, do vizinho concelho de Lousada.

Ai, na mesma terra do vale do Sousa, foram referenciados alguns vestigios visigóticos. Como também se encontram na toponimia do termo de Ferreira.

A favor da ancianidade da Igreja temos ainda o orago - Santa Eulália, mártir hispânica da cidade de Mérida, no século IV. Nos documentos asturianos, entre os anos de 718 e 910, citam-se uns quinze santuários com o mesmo nome. Anteriormente a 1.100 os docu­mentos portugueses mencionam mais de trinta igrejas com o nome de S. Eulália.

E também a corruptela do seu nome latino, desde os tempos medievais, atestada nas Inquirições de 1258: «Sane te Ovaye de Pala­eiís»; repetida em 1358, no Catálogo das Igrejas de Portugal: igreja de Santa Olaia de Paços, no Bispado do Porto, terra de Aguiar; per­sistindo ainda no século XVII, como se pode ver no «Livro dos Irmãos Confrades da Confraria de Santo Amaro», sita na freguesia de Santa Eulália de Paços, do ano de 1677: duas vezes aí é mencionado o lugar de «Saneta Uvaia» ou «Ouvaia» (fls. 5 e 76 v.), chamado depois de Santa Eulália e da Igreja (sobreposição infeliz de via erudita).

Podemos, pois, concluir que alguns séculos antes da fundação da nacionalidade, e, pelo menos, desde o tempo da reconquista cristã, existia, a meio da encosta que vai da confluência dos ribeiros de Figueiró, de Carvalhosa e de Ferreira (ou de Sobrão, da Ponte Nova e das Quintãs) até ao monte de S. Domingos (onde há vestigios de um castro); uma pequena ermida, cuja configuração podemos imagi­nar através da Igreja Meixomil e de Eiriz , sem os acrescentos seiscentistas e setecentistas.

Ter-se-á encontrado algum resto dessa construção primitiva, no contraforte do arco cruzeiro, do lado sul, ao alargar, há dois anos, a Capela-Mor?

A traça da Igreja actual - nave e sacristia velha - é, tudo indica, do século XVII. Pelo menos, a este século são atribuídos os azulejos do lambrim e o pequeno órgão de tubos, recentemente e em boa hora, restaurado.

A Capela-Mor, com abóbada em tijolo, é posterior, certamente, do século XVIII, bem como a sacristia nova. Os altares laterais há pouco retirados, eram de finais do século XIX.

A imagem de Santo Amaro no seu altar, e a de Santa Eulália, em granito e no exterior da Igreja, parece serem, respectivamente, do século XVII e XVIII.

A fachada e a torre, iniciadas em 1910, foram terminadas em 1913.

O relógio foi colocado em 1913. O sino grande tem a data de 1814 e os dois sinos menores, de 1915, sendo os três fundidos em Braga, na mesma firma.

2. A data da criação da paróquia é mais incerta.

A quando do Concilio I de Braga (561) já havia igrejas paroquiais. E no Concilio 11 (572), a seu respeito, foram tomadas algumas medidas de ordem administrativa.

A diocese de Braga, que então se estendia até ao Douro e até Bragança, contava apenas 30 paróquias, em geral, abrangendo vastos territórios, que correspondiam, na maioria dos casos, a antigas cir­cunscrições romanas (pagi, agri, fundi, cast~lIa e vici) ou mesmo pré­-romanas e que haviam de ser a base dos arcediagados e terras do século XI e seguintes.

A par das igrejas paroquiais, existiam, mais antigos e mais nume­rosos, os templos particulares, erguidos em honra dos santos.

Muitos destes terão sido convertidos em sede de novas paró­quias.

Esta transformação, interrompida parcialmente com a invasão mu­çulmana, uma vez que parte da população se refugiou no Norte, foi retomada com a reconquista cristã e até se acelerou.

A Igreja de «Sancte Ovaye de Pa/aciis» é mencionada nas Inquiri­ções de 1258 e, no Catálogo das Igrejas de Portugal, «Sancta Olaia de Paços» pertence à terra de Aguiar de Sousa.

Nesta época, a independência da freguesia de Paços em relação ao Couto de Ferreira era total. Nas Inquirições de 1258 se diz que a Igreja «é do Senhor rei» e «que os 32 casais ali existentes eram do rei».

Enquanto não passou a abadia independente (do titulo do pároco), era um simples curato, anexo à abadia de Vandoma e da apresen­tação do abade.

Posteriormente foi a freguesia honra dos Bispos do Porto.

Segundo a Corografia Portuguesa, em 1706, tem 115 vizinhos:

Em 1758, segundo as Memórias Paroquiais do Padre Luis Car­doso, a freguesia de Santa Eulália de Paços, da comarca (divisão-eclesiástica) de Penafiel e do concelho de Aguiar de Sousa, era da Coroa Real, mas, dez anos antes, passaram as rendas ao Senhor Infante D. Pedro. Tinha 145 vizinhos ou fogos, com a população de 393 pessoas.

Finalmente, em 1923, tinha 255 fogos e 1300 almas. Era Pároco o Padre António Ferreira Pombo e sobre a organização e movimento paroquial.

3. Dada a importância que assumiu na paróquia, pelo menos desde o século XVII, a Confraria de Santo Amaro merece algumas referências à parte.

Em 1642 «na Parochial Igreja ou Capella de Santo Amaro, da freguesia de Santa Eulália de Paços, do bispado do Porto» estava canonicamente instituída «uma pia e devota Confraria de fiéis cristãos, homens e mulheres»... «cujos confrades (...) costumarão fazer muitas obras de piedade, caridade e misericórdia». Consta da Bula do Papa Urbano VIII, em que concede perpetuamente à dita Confraria, para que tenha maiores bens espirituais, numerosas graças e indulgências.


Texto retirado do livro publicado em 1986 por Cónego Dr. Ângelo Alves

domingo, 21 de dezembro de 2014

Uma contribuição do Cônego Angelo para o nosso blog



Uma recordação para o Blog

 
Uma contribuição do nosso primo Ângelo Alves, filho de Manuel José Alves, aqui ele
descreve o que  lembra sobre os avós Antonio Alves & Lia Dias 
 
ANTÓNIO ALVES E LIA DIAS

Moradores no lugar das Quintãs – além do rio, freguesia e concelho de Paços de Ferreira.
- Lavrador caseiro da maior quinta do Morgado do Rego, Manuel Umbelino Ferreira da Silva, propietário da Casa da Torre e grande proprietário em São Lourenço da Mata – Pernambuco Brasil dos engenhos de açúcar de Tapacurá e Louva a Deus.
- Feitor ou auxiliar do Morgado do Rego na administração das outras quintas e terras avulsas que lhe pertenciam- as quitas incluíam uma  casa agrícola e trabalhos de cultivo e de habitação.
- Além disso dedicou-se ao negócio de madeiras sobretudo depois de por motivos de idade ter deixado a quinta e ter passado para outra casa onde continuou a cultivar alguns terrenos com a ajuda de alguns filhos.
Era pessoa socialmente considerado e profissionalmente competente.
 
Ângelo Alves